As taxas de juro do Crédito à Habitação voltaram a subir em maio de 2026, depois de um período marcado por descidas ao longo dos últimos anos.
Esta mudança, ainda que recente, está a gerar dúvidas entre quem pretende comprar casa: será o início de uma nova tendência ou apenas uma oscilação temporária?
Neste artigo, explicamos o que está a acontecer e o que deve considerar antes de tomar uma decisão.
O que está a acontecer com os juros em 2026
Após um período de descida das taxas de juro, impulsionado pela redução da Euribor ao longo de 2024 e parte de 2025, o início de 2026 trouxe sinais de instabilidade.
Em maio, verificou-se uma subida mais acentuada nas taxas associadas ao Crédito à Habitação, refletindo:
- Oscilações recentes da Euribor
- Revisões de contratos com taxa variável
- Ajustes por parte das instituições financeiras
Apesar disso, é importante sublinhar que ainda não existe uma confirmação clara de uma tendência prolongada de subida.
Porque é que os juros estão a subir
A evolução das taxas de juro está diretamente ligada à Euribor, que continua a ser o principal indexante do Crédito à Habitação em Portugal.
Nos últimos meses, a Euribor tem apresentado alguma volatilidade, influenciada por fatores como:
- Expectativas em relação à política monetária do Banco Central Europeu
- Evolução da inflação na zona euro
- Contexto económico internacional
Como resultado, pequenas variações podem ter impacto direto nas prestações do crédito.
Que impacto tem esta subida para quem quer comprar casa
A subida das taxas de juro pode ter efeitos imediatos para quem está a pensar recorrer a Crédito à Habitação.
Entre os principais impactos, destacam-se:
- Aumento do valor da prestação mensal
- Redução do montante que o banco está disposto a financiar
- Maior exigência na análise da taxa de esforço
Mesmo pequenas subidas podem fazer diferença no custo total do crédito ao longo do tempo.
E para quem já tem Crédito à Habitação
Quem já tem crédito com taxa variável também pode sentir impacto, especialmente nos contratos com revisão periódica.
Nestes casos:
- A prestação pode aumentar na próxima revisão
- O impacto depende da evolução da Euribor no momento da atualização
Por isso, é importante acompanhar regularmente a evolução das taxas.
Estamos perante uma nova tendência?
Apesar da subida registada em maio, ainda não é possível afirmar com certeza que se trata de uma tendência sustentada.
O cenário atual é de maior incerteza, com sinais mistos no mercado:
- Por um lado, as taxas já não estão a descer como anteriormente
- Por outro, ainda não há uma subida contínua e consistente
Neste contexto, as decisões devem ser tomadas com cautela e com base em informação atualizada.
Vale a pena avançar agora ou esperar?
Esta é uma das principais dúvidas de quem está a pensar comprar casa.
A resposta depende de vários fatores, como:
- Estabilidade financeira
- Capacidade de suportar variações na prestação
- Condições atuais do mercado
No entanto, há um ponto importante a considerar:
esperar pode significar enfrentar condições mais exigentes no futuro, especialmente se os juros continuarem a subir.
Conclusão
A subida das taxas de juro do Crédito à Habitação em maio de 2026 marca um momento de incerteza no mercado.
Embora ainda não seja possível confirmar uma tendência de subida prolongada, os sinais atuais mostram que o cenário está a mudar.
Por isso, quem está a considerar comprar casa deve analisar bem a sua situação financeira e acompanhar de perto a evolução das taxas.